segunda-feira, 29 de junho de 2009

A saúde e os campos electromagnéticos... uma reflexão...

Até ao momento, não há conhecimento científico que demonstre que as linhas de alta tensão ou a exposição aos campos electromagnéticos que ocorre no dia-a-dia das pessoas, seja um perigo para a saúde pública. A precaução que decorre desta exposição é idêntica às preocupações com outros factores, aliás, não passou, ainda, tempo suficiente para que possamos ter certezas quanto aos efeitos nefastos (ou não) desta problemática. A preocupação das populações, prende-se, muitas vezes, com o desconhecimento do tema ou com a ingenuidade que os leva a reunir informações nem sempre coerentes, ou verdadeiras. Por exemplo, os campos electromagnéticos das televisões, dos secadores de cabelo, das televisões e mesmo das estações transmissoras de rádio e televisão apresentam valores semelhantes às linhas de alta tensão. Ainda de referir que a proximidade ou o afastamento relativamente à fonte são factores decisivos na intensidade do campo sentido (quanto mais próximo, mais intenso, como se provam nos valores medidos respeitantes a aparelhos diversos). Nesta linha de orientação surgem, então, outros problemas, no que respeita ao campo magnético, a tensão da linha é pouco importante, a corrente que o percorre é que é de salientar.

As nossas análises revelaram campos electromagnéticos baixos, todos dentro dos limites legais que pesquisámos! É nossa crença pessoal que, se continuássemos a efectuar medições, alargando a área de estudo, continuaríamos a registar valores bem abaixo dos limites que a lei prevê. Aliás, concordámos que a falta de conhecimento conduz as sociedades a atitudes irracionais, a alegações sem sentido… A informação deveria sobrepor-se às campanhas de desinformação! O medo da população deve ser estudado e a comunidade Científica deve procurar esclarecer as sociedades, desmentir os comunicados falsos, usar os media para esclarecer todas as mentes, mostrar as evidências científicas à medida que elas são reveladas, aproximar-se da realidade pouco informada do nosso planeta e remar contra a maré impondo o conhecimento à medida que este se revela. Claro que a linguagem é aqui um factor deveras importante porque a informação correcta só é recebida se a linguagem utilizada for apropriada a quem se destina!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

OMS pede redução de campo electromagnético

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou hoje a aplicação de medidas que reduzam a exposição aos campos electromagnéticos, embora tenha lembrado que não foram demonstrados os efeitos negativos que uma exposição prolongada a eles pode ter sobre a saúde.

O Comite Assessor Internacional da OMS realizou na segunda e terça (dias 18 e 19) sua 22ª reunião em Genebra, da qual participaram cerca de 50 especialistas de países como Peru, Reino Unido, Alemanha e África do Sul.

O organismo recomendou que, assim que forem construídos novos equipamentos e aparelhos, incluindo os electrodomésticos, sejam exploradas novas formas para reduzir a exposição aos campos electromagnéticos.

No entanto, a OMS lembrou que as pesquisas não conseguiram estabelecer uma relação de causa e efeito entre a exposição aos campos eléctricos de baixa frequência e doenças como a leucemia infantil e patologias neuronais e cardiovasculares.

Os especialistas recomendaram aos governos e à indústria que façam uma análise dos efeitos desconhecidos que os campos electromagnéticos podem ter, assim como programas que permitam compartilhar informações sobre a questão.

Por outro lado, a organização lembrou que existe um guia internacional com medidas para controlar as fontes de radiação que podem superar os limites recomendáveis, já que as exposições curtas, mas altas, têm consequências negativas sobre a saúde.

FONTE: globo.com
(http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL54920-5603,00.html)

Campos Electromagnéticos e Saúde Pública - 25 Fev 2009

Campos Electromagnéticos e Saúde Pública

Exposição a Campos de Frequência Extremamente Baixa.
O uso da electricidade tornou-se parte integral de nosso quotidiano. Sempre que há um fluxo de electricidade, campos eléctricos e magnéticos são criados nas proximidades dos condutores eléctricos e nas proximidades de equipamentos eléctricos. Desde o final dos anos setenta foram levantados questionamentos se a exposição a campos eléctricos e magnéticos (EMF na sigla em inglês), de frequência extremamente baixa (ELF na sigla em inglês), produzem consequências adversas para a saúde.

A partir daí muito se pesquisou, resolvendo com sucesso importantes questões e estreitando o foco para pesquisas futuras.

Em 1996, a Organização Mundial de Saúde (OMS) implantou o Projecto Internacional de Campos Electromagnéticos para investigar os potenciais riscos para a saúde associados a tecnologias emissoras de EMF.

Um Grupo de Trabalho da OMS recentemente concluiu uma resenha das implicações para a saúde dos campos de baixa freqüência (OMS, 2007).
Este “Fact Sheet” é fundamentado nas conclusões deste Grupo de Trabalho e atualiza recentes resenhas sobre efeitos na saúde de ELF EMF publicados em 2002 pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), estabelecida sob os auspícios da OMS, e pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiações não Ionizantes (ICNIRP) em 2003.

Fontes de ELF e Exposição Residencial

Campos eléctricos e magnéticos existem sempre que há fluxo de corrente eléctrica – em linhas de transmissão, distribuição, cabos, fiação residencial e equipamentos eléctricos.

Campos Eléctricos originam-se de cargas eléctricas, são medidos em volts por metro (V/m) e são facilmente blindados por materiais comuns tais como madeira e metal.

Campos Magnéticos são gerados pela movimentação de cargas eléctricas (i.e. uma corrente), são expressos em Tesla (T), ou mais frequentemente em militesla (mT) ou microtesla (µT). Em alguns países uma outra unidade chamada Gauss (G) é frequentemente usada (10.000 G = 1 T). Estes campos não são blindados pela maioria dos materiais comuns, e os atravessam facilmente. Ambos os tipos de campo tem maior intensidade na proximidade da fonte e diminuem com a distância.

A maioria da potência eléctrica opera à frequência de 50 ou 60 ciclos por segundo, ou hertz (Hz). Próximo a certos equipamentos eléctricos os valores de campos magnéticos podem ser da ordem de umas poucas centenas de microtesla. Sob linhas de transmissão campos magnéticos podem ser da ordem de 20 µT e campos eléctricos podem ser de alguns milhares de volts por metro. Entretanto, os campos magnéticos médios nas casas, na frequência de potência, são muito mais baixos, cerca de 0,07 µT na Europa e 0,11 µT na América do Norte. Valores médios de campos eléctricos nas residências chegam até a algumas dezenas de volts por metro.

Avaliação do Grupo de Trabalho

Em Outubro de 2005, a OMS reuniu um Grupo de Trabalho de especialistas científicos para avaliar qualquer risco para a saúde que pudesse existir pela exposição a campos elétcricos e magnéticos ELF numa faixa de frequência maior do que 0 até 100.000 Hz (100 kHz).

Enquanto o IARC examinou em 2002 a evidência com relação a câncer, este Grupo de Trabalho revisou a evidência para vários efeitos sobre a saúde e actualizou a evidência com relação a câncer. As conclusões e recomendações do Grupo de Trabalho estão apresentadas na monografia “WHO Environmental Health Criteria – (EHC)” ( OMS – Critérios de Saúde Ambiental, WHO, 2007).

Seguindo um procedimento padronizado de avaliação de risco, o Grupo de Trabalho concluiu que não há uma questão de saúde substancial relacionada a campos elétricos ELF nos níveis normalmente encontrado por indivíduos da população em geral. Portanto, o restante deste “Fact Sheet” está direccionado predominantemente para os efeitos de campos magnéticos ELF.

Efeitos de Curta e Longo Duração

Existem efeitos biológicos estabelecidos devido à exposição aguda a altos níveis (bem acima de 100 µT) que são explicados por mecanismos biofísicos reconhecidos.

Campos magnéticos ELF externos induzem campos elétricos e correntes no corpo os quais, a campos de intensidade muito alta, causam estimulação de nervos e músculos e mudanças na excitabilidade de células nervosas do sistema nervoso central.


Efeitos potenciais de longo prazo

Muita pesquisa científica examinando riscos de exposição de longo prazo a campos magnéticos ELF foi focalizada na leucemia infantil. Em 2002 a IARC publicou uma monografia classificando campos magnéticos ELF como “possível carcinogenico” para humanos.

Esta classificação é usada para denotar um agente para o qual existe uma limitada evidência de carcinogénese em humanos e uma menos que suficiente evidência para carcinogénese em experiências com animais (outros exemplos incluem café e emissões em processos de soldagem).

Esta classificação foi baseada em análise de dados agregados de estudos epidemiológicos demonstrando um padrão consistente de incremento de duas vezes na leucemia infantil associado a uma exposição média residencial, a campos magnéticos de frequência de potência, acima de 0,3 a 0,4 µT. O Grupo de trabalho concluiu que estudos adicionais desde então não modificaram esta classificação.

Entretanto a evidência epidemiológica é enfraquecida por problemas metodológicos, tais como um potencial viés de selecção. Adicionalmente não há um mecanismo biofísico aceite que pudesse sugerir que exposições de baixo nível de intensidade estão envolvidas no desenvolvimento de cancro. Portanto, se há algum efeito da exposição a estes campos de baixa intensidade, seria através de um mecanismo biológico ainda desconhecido. Além disto, estudos com animais tem sido largamente negativos. Em suma, a evidência relacionada com leucemia infantil não é forte o suficiente para ser considerada causal.

A leucemia infantil é uma doença relativamente rara, com um número total anual de novos casos estimado em 49.000 no mundo todo em 2000. Exposições médias a campos magnéticos acima de 0,3 µT em residências são raras: estima-se que apenas entre 1% a 4% das crianças vivem em tais condições. Se a associação entre campos magnéticos for causal, o número de casos, em todo o mundo, que poderia ser atribuído à exposição a campos magnéticos é estimado na faixa entre 100 a 2400 casos por ano, baseado em valores para o ano 2000, representando de 0,2 a 4,95% do total de ocorrências para aquele ano. Portanto, se campos magnéticos ELF na realidade aumentam o risco para a doença, o impacto sobre a saúde pública de exposição a ELF EMF, quando considerado num contexto global, seria limitado.

Vários outros efeitos adversos sobre a saúde tem sido estudados para uma possível associação com campos magnéticos ELF. Eles incluem outros tipos de cancro em crianças e adultos, depressão, suicídio, distúrbios cardiovasculares, disfunções na reprodução, distúrbios no crescimento, alterações imunológicas, efeitos neuro-comportamentais e doenças neuro-degenerativas. O Grupo de Trabalho da OMS concluiu que a evidência científica que sustenta uma associação entre a exposição a campos magnéticos ELF e todos estes efeitos sobre a saúde é muito mais fraca que para leucemia infantil. Em algumas situações (i.e. para doenças cardiovasculares ou cancro mama) a evidência sugere que estas doenças não são causadas por estes campos.

Recomendações Internacionais de Exposição


Efeitos sobre a saúde relacionados à exposição aguda a altos níveis de campos foram estabelecidos e formam a base para duas recomendações internacionais de limites de exposição (ICNIRP, 1998; IEEE, 2002).

Actualmente, estes órgãos consideram que a evidência científica relacionada com possíveis efeitos sobre a saúde para exposição de longa duração a baixos níveis de campos ELF é insuficiente para justificar a redução destes limites quantitativos de exposição.

Orientação da OMS

Para exposições de curto prazo a EMF, efeitos adversos para a saúde foram cientificamente estabelecidos (ICNIRP 2003). Recomendações internacionais de exposição foram desenvolvidas para proteger trabalhadores e o público contra estes efeitos e devem ser adotpadas pelos responsáveis pelo desenvolvimento de políticas.

Programas de protecção contra EMF devem incluir medição de exposição a fontes onde pode se esperar que a exposição exceda aos valores limites recomendados.

Com relação aos efeitos de longo prazo, dada a fragilidade da evidência de uma conexão entre a exposição a campos magnéticos ELF e a leucemia infantil, os benefícios de redução da exposição sobre a saúde não são claros. Em vista desta situação, são feitas as seguintes recomendações:

O governo e a indústria devem monitorizar a ciência e promover programas de pesquisa para aprofundar a redução da incerteza da evidência científica de efeitos sobre a saúde pela exposição a campos ELF. Através do processo de avaliação de risco de ELF, lacunas no conhecimento foram identificadas e formam a base para uma nova agenda de pesquisa ( www.who.int/emf ).

Os Estados Membros são estimulados a estabelecer programas de comunicação abertos e efectivos com todos os interessados para possibilitar uma tomada de decisão fundamentada. Isto pode incluir incrementar a coordenação e a consulta entre indústria, governo local e cidadãos no planeamento de instalações emissoras de ELF-EMF.

Quando construindo novas instalações e projectando novos equipamentos, incluindo electrodomésticos, formas de baixo custo para a redução de campos devem ser exploradas. Medidas de redução da exposição variarão de um país para outro. Entretanto, políticas baseadas na adopção de limites de exposição arbitrários mais baixos não são recomendadas.

Leituras Adicionais


WHO – World Health Organization. Extremely low frequency fields. Environmental Health Criteria, Vol. 238. Geneva, World Health Organization, 2007.

IARC Working Group on Evaluation of Carcinogenic Risks to Humans. Non-ionizing radiation, Part 1: Static and extremely low-frequency (ELF) electric and magnetic fields. Lyon, IARC, 2002 (Monographs on the Evaluation of Carcinogenic Risks to Humans, 80).

ICNIRP – International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection. Exposure to static and low frequency electromagnetic fields, biological effects and health consequences (0-100 kHz). Bernhardt JH et al., eds. Oberschleissheim, International Commission on Non-ionizing Radiation protection, 2003 (ICNIRP 13/2003).

ICNIRP – International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection (1998). Guidelines for limiting exposure to time varying electric, magnetic and electromagnetic fields (up to 300 GHz). Health Physics 74(4), 494-522.

IEEE Standards Coordinating Committee 28. IEEE standard for safety levels with respect to human exposure to electromagnetic fields, 0-3 kHz. New York, NY, IEEE – The Institute of Electrical and Electronics Engineers, 2002 (IEEE Std C95.6-2002)


FONTE: Associação Brasileira de Compatibilidade Electromagnética

(http://www.abricem2.com.br/web3/index.php?option=com_content&view=article&id=59%3Aehe&catid=32%3Aprojetos&Itemid=34)

terça-feira, 24 de março de 2009

Medições de João Pedro Freitas

E também o João já experimentou o aparelho...

Deixa-nos o registo das suas medições, assim como um pequeno vídeo da sua autoria, brevemente prometeu premiar-nos com fotografias da sua exploração!!
Entretanto fiquem com mais estes valores...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Medições da Sandra Gonçalves

Aqui ficam mais algumas medições realizadas aquando da exploração do aparelho... Brevemente teremos mais posts com resultados....

Entretanto fiquem com estes, esperámos comentários para saber de outras escolas... Há resultados coincidentes?? Trabalhem connosco e digam-nos o que pensam e o que mediram....

Bom trabalho!


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Medições do Pedro Pereira

Após alguns percalços já podemos divulgar uns quantos valores medidos por entre o espaço que todos os dias frequentámos... Deixamos a tabela que nos auxiliou nas medições... A análise destes resultados será feita mais tarde quando o volume de dados for maior e o tempo para os analisar for possível...

Fotos por Pedro Pereira

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Resultados da Cindy Costa

E já há resultados de algumas medições efectuadas. No entanto, como isto ainda anda a meio gás ainda não nos familiarizamos com o aparelho), faltam-nos alguns dados pelo que iremos repetir... Assim, vamos divulgar as nossas experiências com a convicção de que ainda temos muitas ideias para organizar. Ficam os primeiros números, assim como a ideia de que ouvir música variando o volume, ou até o tipo de música nos permite obter resultados diferentes... Fica a ideia para quem quiser aproveitar... E, já agora, brevemente deixaremos a ficha de apoio às medições com as características da nossa análise de campo... Bom trabalho a todos!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PUBLICAÇÃO DA NOTÍCIA DA VISITA DO PROF. AUGUSTO BARROSO À NOSSA ESCOLA NO SITE DA ESCOLA

PROJECTO MEDEA: MEDIÇÃO DE CAMPOS ELÉCTRICOS E MAGNÉTICOS NO MEIO AMBIENTE



A nossa escola tem desenvolvido um conjunto de diversos projectos ao longo dos anos. Este ano, temos outros tantos a desenrolar-se, um dos quais, Projecto MEDEA, que foi apresentado aos alunos no passado dia 28 de Novembro com a visita do Professor Catedrático da Universidade de Lisboa e Presidente da Sociedade Portuguesa de Física, Professor Doutor Augusto Barroso. A sua visita, com o objectivo de falar aos alunos da escola sobre os meandros deste projecto, foi a desculpa perfeita para promover uma palestra intitulada: Campos Eléctricos e Magnéticos no Meio Ambiente, na qual discutiu a presença destes campos no meio que nos rodeia, desmistificando os problemas associados às linhas de muito alta tensão e telemóveis. Trouxe, ainda, consigo, um medidor de campos que será utilizado por nós na medição de campos em diversas situações e que utilizou rapidamente para demonstrar a sua presença em objectos tão usuais como nos transformadores dos nossos computadores. Os alunos de 10º e 11º ano mantiveram-se atentos às suas palavras, procurando compreender cada aspecto apresentado. Tiveram, também, oportunidade de explorar o laboratório virtual de Faraday, onde, através de uma simulação, se estudam campos eléctricos e magnéticos e as suas manifestações. Na palestra estiveram também presentes docentes de Físico-Química da nossa escola que implementarão o projecto e auxiliarão os alunos com a utilização do aparelho que amavelmente nos foi cedido durante este ano lectivo! Está na ordem do dia experimentar! Brevemente terão notícias das nossas medições já que estas constarão de uma página Web que será construída pela equipa do projecto e que será divulgada futuramente!

Cláudia Costa


Fotos por Marco Pereira

CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E ALGUMAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS

A controvérsia sobre campos electromagnéticos é já uma discussão com algum tempo… O desconhecimento acerca do tema leva algumas pessoas a ter uma opinião desajustada da realidade. É importante investigarmos cada assunto que nos propomos criticar para que, como cidadãos conscientes, informados, e activos sejamos capazes de emitir comentários sérios que podem e devem ser levados em conta…

Assim, como este projecto envolve a medição de campos fora da escola, obriga a um contacto próximo dos nossos familiares, amigos e vizinhos pelo que devemos estar preparados para informar acerca do que estamos a fazer. O simples aparelho deve despoletar dúvidas e curiosidade que temos o dever de esclarecer e clarificar. Para isso é necessário então conhecer razoavelmente bem o nosso objecto de estudo!...

De forma simplificada vamos então apresentar de seguida algumas informações úteis para melhor entendimento deste projecto.

O QUE SÃO CAMPOS?

Existem dois tipos de campos: os magnéticos (CM) e os eléctricos (CE).

CAMPOS MAGNÉTICOS:

Os campos magnéticos, CM, podem ser produzidos por ímanes ou por cargas eléctricas em movimento – ou seja, pela presença de corrente eléctrica. Qualquer dispositivo ligado à corrente eléctrica quando está ligado e a ser percorrido por uma corrente eléctrica, tem um campo magnético associado que é proporcional à corrente desde a fonte até ao ponto em que está ligado. Os campos magnéticos são mais fortes na proximidade do dispositivo e diminuem com a distância. Os materiais comuns não funcionam como escudos, e os campos magnéticos facilmente os atravessam.

A intensidade dos campos magnéticos mede-se, normalmente em tesla (T) embora nalguns países se utilizem outras unidades, por exemplo o Gauss (G).

O campo magnético de um íman é criado pelo movimento coordenado de electrões (partículas carregadas negativamente que encontramos na nuvem electrónica dos átomos) dentro dos átomos de ferro que o constituem.

A Terra, nosso planeta, apresenta, também, um campo magnético, tal como se de um íman se tratasse… Claro que esta semelhança, quando explorada em pormenor, se revela apenas superficial, já que as características do nosso planeta assim o ditam, a temperatura do seu núcleo é muito alta o que conduz à explicação da existência deste campo com base nas correntes eléctricas presentes no núcleo externo líquido e metálico. A intensidade do campo à superfície do nosso planeta varia entre 30 µT (30 x 10-6 T) até 60 µT (60 x 10-6 T).

CURIOSIDADE: A superfície da Terra e os seus habitantes estão protegidos da perigosa radiação cósmica do Sol pelo campo magnético terrestre.

CAMPOS ELÉCTRICOS

Os campos eléctricos, CE, têm origem em cargas eléctricas, quaisquer que elas sejam, electrões, protões ou iões. No entanto, o movimento de ímanes também cria um campo deste tipo. A intensidade destes campos mede-se em volt por metro (Vm-1) ou newton por coulomb (NC-1).

O CE é definido como a força eléctrica por unidade de carga e o seu conceito foi introduzido por Michael Faraday.

Qualquer dispositivo ligado à corrente eléctrica tem um CE associado que é tanto mais forte quanto mais próximo do dispositivo, diminuindo com a distância. Materiais como a madeira ou o metal funcionam como escudos contra o CE.

CAMPOS ELECTROMAGNÉTICOS

Na realidade os campos a que todos estamos naturalmente sujeitos são, na sua maioria, campos electromagnéticos (CEM) de diferentes frequências presentes no nosso ambiente. Essa exposição aumenta significativamente todos os dias com o avanço tecnológico que vai lançando novas aplicações. Com base nestes factos, tem-se, então, manifestado uma preocupação crescente na sociedade acerca dos potenciais efeitos adversos para a saúde decorrentes da exposição a este tipo de campos.

Os CEM podem ser divididos entre campos eléctricos e magnéticos de baixas frequências (como os produzidos nas linhas de transporte de electricidade, nos electrodomésticos e computadores, etc.), e campos de altas frequências ou de radiofrequências (como os envolvidos nos radares, emissoras de rádio e televisão, telemóveis, etc.).

Mas, dentro de qualquer organismo vivo existem correntes eléctricas com papel fundamental na sua sobrevivência, logo, os efeitos da exposição extrema do corpo humano e das suas células aos CEM dependem, essencialmente, da sua frequência e magnitude ou intensidade.

Afinal o que são então os CEM? Eles são constituídos por ondas eléctricas e magnéticas que viajam juntas à velocidade da luz. Têm uma frequência (que corresponde ao número de oscilações da onda por unidade de tempo medida em hertz – 1 Hz = 1 ciclo por segundo) e um comprimento de onda (que é a distância percorrida pela onda numa oscilação ou ciclo).

A investigação conduzida pela comunidade científica internacional com o objectivo de encontrar os efeitos da exposição externa do corpo humano ainda não encontrou qualquer relação significativa entre a exposição aos CM de muito baixa frequência (como os associados ao uso de energia eléctrica), e a ocorrência de problemas de saúde nos seres vivos.


BIBLIOGRAFIA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_magn%C3%A9tico_terrestre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_el%C3%A9ctrico

http://www.physics.sjsu.edu/becker/physics51/mag_field.htm

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/Hbase/magnetic/MagEarth.html

http://www.ren.pt/SiteCollectionDocuments/Comunicados/CEM_%20Relat%C3%B3rio%20DGS.pdf

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/HBASE/electric/elefie.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Electric_field

http://193.136.221.5/item/administracao/project_documentation/monIT_Ext_Tec_0614_03_FactSheet205.pdf